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terça-feira, 29 de junho de 2010

Majestade Larva

Alvorada do tempo,
chuva orvalhada,
majestade da mata,
velha, é a larva,
que aguarda ansiosa
o regresso da lua.
Põe-se o dia
e ouve-se ao longe
a melodia das estrelas,
no leito da mata,
dorme suave, quieta,
a majestade larva.
Escondida do tempo,
da chuva e do vento,
sonha com um mundo,
repleto de cheiros,
repleto de cores,
repleto de amores.
Em frágil manto,
reclusa, encolhida,
dorme esquecida,
que havia agora,
que havia mundo,
que havia vida.
Soa a melodia da aurora,
rompe suave o silêncio,
junto, a flor do casulo, 
que resiste ao tempo
e ao som da toada, despetala
em notas que exalam vida,
música que semeia amor,
das larvas que sonham caladas 
esperando um novo alvorecer
no balé das borboletas
neste universo de flor. 
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