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domingo, 19 de setembro de 2010

Sobretudo quando chove - Gerson Borges - (pura poesia)


Sobretudo quando chove/Gerson Borges
Se apenas uma escolha me restasse,
eu levaria o pôr-do-sol,
ou se uma só herança me bastasse,
um rouxinol
que cantasse a dor das distâncias
e curasse essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.
Se toda a poesia, numa palavra,
eu ficaria com "jardim"
e, um tipo só de arbusto ali se lavra,
o alecrim,
concentrando o cheiro do longe,
acalmando essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.
E chove, e chove, chove sem parar,
enquanto eu canto, canto,
ao te esperar.
Se cada vez que eu penso no teu rosto,
vento virasse um vendaval,
desabaria o céu com muito gosto,
que temporal!
Tormenta no mar da memória,
rimando com essa saudade
a me invadir enquanto eu canto,
sobretudo quando chove.

6 comentários:

Haja Hope disse...

Lindo texto =]

Beijinhos,

Eduardo Medeiros disse...

Lu, seu blog é realmente uma poesia pura. Sempre venho aqui ainda que às vezes não comente pela correria normal de todos nós.

abraços

Luiz N.Vieira disse...

Isso é que posso garantir estar no mundo da Lu!
Fantástica sua energia!
PArabéns voltarei masi vezes....
Luiz

Meninas do Reino disse...

Lu,

Meu mundo, seu mundo!
Não sei se já comentei aqui ou é a primeira vez, mas teu blog é lindo e de muitooooooo bom gosto...
Tem tudo que eu gosto e mais um pouco que vou descobrindo e gostando...
Bjs florzinha!

Roberta

disse...

Muito bom Lu, bom demais. Esta letra é uma poesia mesmo. Bjs no seu core querida!

Fábio Menen disse...

Legal! Boa e bela música. Abraços.

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