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domingo, 2 de maio de 2010

É preciso não esquecer nada


É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles

8 comentários:

Alexandre da Fonseca disse...

BOM DIA LÚ!!! LINDO POEMA..QUE SUA SEMANA SEJA DE PAZ....GRANDE BEIJO

Eduardo Medeiros disse...

Lu, valeu por nos oferecer mais uma leitura de Cecília,

abraços

Betty Gaeta disse...

Eu amo Cecília Meirelles.
Belíssimo blog!
Bjkas e um ótimo dia para vc.

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
LUCILENE

ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CHOCOLATE, EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .

José
ramón...

Lucilene Soares disse...

:)Bom dia Ale!!! Saudades.
Obrigada pelo carinho e comentário.
Ótimo fim de semana,
Beijos.

Lucilene Soares disse...

:)Eduardo, muito obrigada! É sempre bom ter você aqui.
Grande abraço.

Lucilene Soares disse...

:)Oie Bettty também amo Cecília, poeta da alma.
Obrigada pelo carinho e comentário... você é muito bem-vinda.
Beijocas mil...

Lucilene Soares disse...

:)Hola José Ramón!
Gracias por todo, encantada con sus poesías y blog's.


Mui bienvenido!

Affectuoso abrazo.

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